Campo Bom, 18 de Fevereiro de 2026.
Moção N.º 001/2026

Proponente: Ver. Professor Jéferson (PDT), Ver. Alexandre Hoffmeister (PP), Ver. Celso Rodrigues da Silva (REP), Ver. Cleber Nunes da Silva (MDB), Ver. Inácio Marasca (Republicanos), Ver. Jair Wingert (REP), Ver. João Paulo (MDB), Ver. Jorge Augusto Bellé (PL), Ver. Paulo Santos Silveira (MDB), Ver.ª Kayanne Braga (PDT) e Ver.ª Michele Closs (PDT)

“Moção de repúdio ao Projeto de Lei nº 3507/2025, em tramitação na Câmara dos Deputados, que visa instituir a obrigatoriedade de vistoria veicular periódica para veículos com mais de cinco anos de fabricação. ”

 

 

Moção

 

Excelentíssima Senhor João Paulo Berkembrock

Presidente da Câmara Municipal de Campo Bom/RS

 

Os vereadores que subscrevem requerem que após trâmites regimentais, seja enviado a Câmara de Deputados em Brasília, por meio de seus representantes parlamentares, vem a público manifestar seu mais profundo repúdio ao Projeto de Lei nº 3507/2025, em tramitação na Câmara dos Deputados, que visa instituir a obrigatoriedade de vistoria veicular periódica para veículos com mais de cinco anos de fabricação. Esta Casa Legislativa compreende que a proposta, embora utilize a segurança no trânsito como justificativa, representa, na prática, a criação de mais uma pesada carga financeira sobre os ombros do cidadão brasileiro, que já se encontra sufocado por tributos como o IPVA, licenciamento, seguros e o elevado custo dos combustíveis. A medida penaliza de forma desproporcional as famílias de baixa renda e os trabalhadores que dependem de veículos mais antigos para o seu sustento e locomoção, uma vez que o custo de vistorias frequentes e de possíveis adequações mecânicas exigidas pode inviabilizar a manutenção do bem. Além do impacto econômico direto, o projeto ignora que a grande maioria dos acidentes de trânsito no país decorre de falhas humanas e das precárias condições de muitas rodovias, e não apenas de questões mecânicas que uma vistoria burocrática se propõe a resolver. A implementação de tal medida geraria ainda novos gargalos burocráticos e abriria margem para custos adicionais que não se traduzem necessariamente em maior proteção à vida. Diante do exposto, os vereadores dessa casa legislativa declaram sua total contrariedade ao PL 3507/2025 e requerem que esta manifestação seja encaminhada à Presidência da Câmara dos Deputados e às comissões competentes, solicitando a rejeição integral da matéria em defesa do poder de compra e da dignidade da população gaúcha e brasileira.

 Sem mais nada a solicitar, expressamos nossos votos de estima e consideração.

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